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Transplante de membrana amniótica é incluído no tratamento do SUS para diabetes

Mais de 860 mil pacientes por ano devem ser beneficiados com a nova tecnologia no SUS para feridas crônicas e complicações oculares.

16/04/2026 às 21:20
Por: Redação

O Ministério da Saúde decidiu integrar a técnica de transplante da membrana amniótica ao tratamento de pessoas com diabetes e alterações oculares pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Essa medida, adotada após a aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), amplia o acesso dos pacientes a uma tecnologia considerada inovadora dentro da medicina regenerativa.

 

Com a incorporação, o transplante da membrana amniótica passa a ser recomendado para casos de feridas crônicas, complicações como pé diabético e também para diversas alterações que afetam a região ocular. Segundo informações do Ministério da Saúde, a expectativa é que mais de 860 mil pessoas sejam beneficiadas anualmente com essa nova abordagem terapêutica ofertada na rede pública de saúde.

 

Como atua a membrana amniótica na regeneração

A membrana amniótica é um tecido obtido durante o parto, reconhecido por suas propriedades no campo da medicina regenerativa. Ela possui ação anti-inflamatória e cicatrizante, atuando diretamente na redução de complicações relacionadas a diversas doenças, especialmente naquelas que apresentam dificuldade de cicatrização natural.

 

No tratamento do chamado pé diabético, a aplicação da membrana amniótica proporciona uma cicatrização das feridas que pode ocorrer em um tempo até duas vezes menor em comparação aos curativos tradicionais. Desde o ano de 2025, o SUS já utilizava essa tecnologia para tratar queimaduras de grande extensão, ampliando agora sua indicação para outras condições clínicas.

 

Em relação às alterações oculares, que podem atingir estruturas como pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o uso desse tecido acelera o processo de cicatrização das lesões, diminui o desconforto associado e contribui para a reabilitação da superfície ocular.

 

“O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea”, destaca o ministério.


 

O transplante da membrana amniótica no SUS representa um avanço para o tratamento de pacientes que enfrentam desafios com feridas crônicas ou doenças oculares de difícil manejo, especialmente nos casos em que as terapias convencionais não apresentam resultados satisfatórios.

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