Uma operação de fiscalização realizada em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, resultou na apreensão de 100 toneladas de coque siderúrgico que estavam sendo transportadas de forma irregular. A transportadora responsável pela carga foi autuada por crime ambiental.
O coque é um combustível sólido derivado do carvão mineral, conhecido por ser altamente inflamável e poluente. Este material industrial é amplamente empregado em usinas siderúrgicas.
A apreensão ocorreu na quarta-feira, dia 22, e foi conduzida por fiscais da Operação Porto+Seguro, uma iniciativa da Subsecretaria de Gestão Portuária e Atividades Navais (Subpan), que pertence ao Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo informações divulgadas pela Subpan, o coque tinha origem na Colômbia. O carregamento foi feito em caminhões no terminal da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), localizado no Porto de Itaguaí (Tecar), com destino à unidade de alto-forno da própria CSN, situada em Volta Redonda.
A irregularidade principal apontada pelos fiscais foi a ausência de qualquer identificação externa nos caminhões que alertasse sobre a periculosidade da carga. Essa omissão, segundo os agentes, representa um risco considerável para o transporte do material pelas estradas.
Diante da constatação, os órgãos ambientais competentes foram acionados, assim como a delegacia local, para que os procedimentos de lavratura dos autos de infração fossem realizados.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), empresa responsável pela carga, foi procurada pela Agência Brasil e negou as acusações de irregularidade. Em nota, a CSN afirmou que todos os requisitos foram cumpridos.
A CSN esclarece que a carga mencionada, composta por coque metalúrgico, atende plenamente a todos os requisitos legais, regulatórios, fiscais e ambientais aplicáveis à sua importação e transporte, não havendo qualquer irregularidade associada ao material ou à sua movimentação. A questão será devidamente esclarecida junto às autoridades competentes.