O envio de 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 foi realizado pelo Ministério da Saúde para as secretarias estaduais e do Distrito Federal, garantindo, segundo a pasta, o abastecimento necessário para cobrir as demandas de todas as regiões brasileiras.
De acordo com comunicado do ministério, o total de imunizantes distribuídos entre janeiro e os primeiros meses de 2026 alcançou 6,3 milhões de doses. A pasta reforçou que a reposição mantém os estoques regulares em todo o território nacional, permitindo que estados e municípios gerenciem o controle de validade, armazenamento e aplicação dos imunizantes nas respectivas unidades de saúde.
As vacinas fornecidas através do Sistema Único de Saúde (SUS) são adaptadas para as variantes do coronavírus em circulação e direcionadas prioritariamente aos grupos considerados mais suscetíveis a complicações.
O Ministério da Saúde mantém a responsabilidade por garantir a disponibilidade nacional de doses, enquanto a logística de distribuição até as unidades de saúde, bem como a gestão dos estoques e a execução da vacinação, cabe aos governos estaduais e municipais.
A orientação do governo federal é que a população procure os serviços de saúde para verificar sua situação vacinal e assegurar que o esquema de imunização esteja em dia.
As recomendações para vacinação seguem critérios estabelecidos por faixa etária e condições de saúde, dando ênfase à proteção de segmentos mais vulneráveis. O detalhamento do esquema vacinal é o seguinte:
Além desses grupos, a estratégia nacional contempla também trabalhadores do setor de saúde, pessoas com comorbidades, indivíduos com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, pessoas privadas de liberdade, cidadãos em situação de rua e funcionários dos Correios.
Durante o período de janeiro a março de 2026, as remessas do Ministério da Saúde somaram 4,1 milhões de doses enviadas aos estados, com 2 milhões já administradas.
A distribuição recente, de 2,2 milhões de doses, reforça o ciclo regular de envio e contribui para a manutenção dos estoques regionais destinados tanto ao público infantil quanto aos adultos, ampliando a cobertura vacinal no país.
Até o dia 11 de abril de 2026, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal associados à covid-19. O Ministério da Saúde também reportou 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), dos quais 4,7% (1.456 casos) tiveram relação confirmada com covid-19, além de 188 óbitos por SRAG decorrentes da doença.
No comunicado, o ministério enfatizou a importância da vacinação para evitar casos graves, hospitalizações e mortes:
“Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”.