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José Guimarães rejeita ajuda federal ao BRB e critica troca partidária

Ministro declara oposição ao resgate do BRB, cita investigações e questiona mudança partidária

17/04/2026 às 03:45
Por: Redação

Durante um encontro matinal com jornalistas nesta quinta-feira, 16, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, manifestou de forma enfática sua posição pessoal de ser totalmente desfavorável à concessão de qualquer tipo de auxílio do governo federal ao Banco de Brasília (BRB). O ministro frisou que, caso o tema chegue a sua apreciação, irá se posicionar de maneira contrária a qualquer medida de suporte à instituição.

 

O BRB está sob investigações que apuram operações financeiras irregulares. Essas operações teriam beneficiado o Banco Master, cuja apuração está em andamento pela Polícia Federal. Segundo José Guimarães, o processo investigativo visa identificar todos os responsáveis pelo desvio de recursos na ordem de bilhões de reais, envolvendo as instituições BRB e Banco Master.

 

O ministro destacou ainda que pessoas ligadas ao alto escalão político e administrativo do Distrito Federal estão sendo investigadas. Entre os suspeitos, estão o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, filiado ao MDB, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Este último foi detido recentemente durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no sistema bancário.

 

“A Polícia Federal está fazendo um trabalho extraordinário. Ao final vamos saber quem são os responsáveis por tamanho absurdo, pelos tantos bilhões envolvidos. A orientação do presidente Lula é essa. Doa a quem doer”, afirmou José Guimarães.


 

Permanência partidária em debate

 

Durante sua fala, o ministro também comentou de maneira crítica sobre as recentes movimentações de parlamentares entre partidos. Segundo Guimarães, a mais recente janela partidária foi marcada por atitudes oportunistas, que, segundo ele, afetaram negativamente partidos que mantém posturas consideradas sérias.

 

“Em todos os meus anos na política, nunca vi algo como o que aconteceu nessa janela. Foi um acinte contra os partidos sérios”, declarou.


 

Guimarães relatou que algumas siglas perderam até 20 parlamentares e apontou a ausência de motivos explícitos para tantas mudanças. O ministro defendeu que a reforma política em discussão no Congresso Nacional crie normas capazes de impedir esse tipo de situação, garantindo maior estabilidade e clareza no processo de filiação e permanência partidária.

 

Projeções para as eleições

 

Ao ser questionado sobre o impacto das pesquisas eleitorais mais recentes, que indicam o avanço do candidato de oposição ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, o ministro avaliou que ainda é prematuro fazer qualquer análise definitiva sobre o cenário eleitoral deste ano.

 

“A campanha sequer começou, e as estratégias ainda estão sendo discutidas pelas coordenações de campanha. Mas, pelas minhas experiências com eleições, acredito que o outro candidato não vai se sustentar. As coisas contra ele ainda vão vir à tona”, afirmou José Guimarães.


 

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