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Proadi-SUS amplia atendimento e beneficia mais de 24 mil indígenas

Programa do Ministério da Saúde leva teleconsultas, pré-natal e ações de prevenção para comunidades indígenas em regiões remotas.

17/04/2026 às 01:34
Por: Redação

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), que integra as ações do Ministério da Saúde, já realizou atendimentos para mais de 24 mil pessoas indígenas localizadas em regiões de difícil acesso pelo território brasileiro.

 

Segundo informações apuradas, os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) passaram a disponibilizar serviços específicos como acompanhamento pré-natal, capacitações voltadas para atividades no setor de saneamento, além da oferta de teleconsultas para as populações de diferentes etnias.

 

O trabalho desenvolvido pelo Proadi-SUS envolve a colaboração de hospitais particulares, que fornecem plataformas tecnológicas para conectar médicos atuantes em Unidades Básicas de Saúde diretamente a centros de referência menores situados em áreas indígenas remotas. Essa conexão tem permitido a ampliação do acesso a serviços de saúde e a qualificação do atendimento sem necessidade de deslocamentos para grandes centros urbanos.

 

Expansão do suporte em diferentes regiões

Nos estados das regiões Norte e Nordeste, a atuação do Proadi-SUS foi destacada pelo alcance crescente. Em Alagoas e Maranhão, por exemplo, o programa contemplou 22 comunidades indígenas, onde foram registradas 256 teleconsultas e 178 atendimentos individuais a pacientes indígenas dessas localidades.

 

Essas ações em Alagoas e Maranhão foram viabilizadas a partir da colaboração com a Beneficência Portuguesa, sediada em São Paulo, fortalecendo a presença da assistência especializada em comunidades distantes dos grandes centros.

 

Em outros dois estados do Nordeste, Paraíba e Piauí, foi registrada a atuação da rede Hcor, que realizou 822 teleconsultas. Nesses atendimentos, mais de 90% dos casos foram solucionados diretamente pelos profissionais envolvidos, o que resultou na eliminação da necessidade de 747 encaminhamentos para outros níveis ou unidades de atenção à saúde.

 

Novas tecnologias levam consultas ao Norte

No estado de Rondônia, dentro da Região Norte, o projeto TeleAMEs, coordenado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, promoveu a implantação de três pontos de telessaúde em unidades localizadas em territórios indígenas. Até o momento, essas estruturas já possibilitaram o atendimento de 315 indígenas pertencentes às etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga.

 

Resultados em saúde materno-infantil

O avanço na qualidade dos serviços médicos também foi observado em indicadores voltados à saúde da mulher e da criança. Na área Xavante, no estado do Mato Grosso, o projeto de Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC), também sob responsabilidade do Hospital Israelita Albert Einstein, proporcionou aumento da cobertura em rastreamento do câncer do colo do útero para 76%. Além disso, o acompanhamento de gestantes na região ultrapassou a taxa de 96% de cobertura.

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