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Polícia Federal prende 13 envolvidos em fraudes entre bancos Master e BRB

Ação da PF resulta em prisões e bloqueio de bens no valor de até 27,7 bilhões de reais

17/04/2026 às 01:32
Por: Redação

A Polícia Federal confirmou a prisão de 13 pessoas investigadas no contexto da Operação Compliance Zero, ação deflagrada em novembro de 2025 voltada ao aprofundamento das apurações sobre possíveis delitos praticados contra o Sistema Financeiro Nacional, com foco nas alegadas fraudes relacionadas às negociações financeiras entre o banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

 

Na mais recente etapa da operação, realizada na quinta-feira, 16, foram detidos preventivamente Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Daniel Monteiro, advogado identificado como articulador jurídico-financeiro do esquema investigado. Daniel Monteiro é apontado como operador do esquema conduzido pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master, que se encontra detido desde o início de março.

 

O Supremo Tribunal Federal, por meio de decisão do ministro André Mendonça, autorizou essas duas prisões, que correspondem à quarta fase da Operação Compliance Zero. Somadas às detenções anteriores, já foram cumpridas treze prisões ao longo das quatro etapas da operação. Vale destacar que Daniel Vorcaro foi detido em duas ocasiões: a primeira em novembro de 2025, na fase inicial da operação, e a segunda no começo de março, na terceira etapa, o que justifica a diferença entre o número de pessoas presas e o total de mandados executados.

 

No conjunto das quatro fases da operação, a Polícia Federal também executou 96 mandados de busca e apreensão, abrangendo as seguintes unidades da federação: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Por solicitação da Polícia Federal e do Ministério Público, a Justiça determinou o bloqueio e sequestro de bens pertencentes aos suspeitos, até o limite de vinte e sete bilhões e setecentos milhões de reais, além do afastamento dos investigados de funções públicas eventualmente ocupadas.

 

“Importante registrar que temos uma operação extremamente complexa, com fases e fatos distintos”, afirmou o diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad, ao apresentar o balanço das quatro primeiras fases da Operação Compliance Zero no início da tarde.


 

A deflagração da primeira fase ocorreu em 18 de novembro de 2025, mais de um ano após o início das investigações solicitadas pelo Ministério Público Federal em relação à comercialização de títulos de crédito fraudulentos ou inexistentes do Master para o BRB. Nesta etapa, além da prisão de Daniel Vorcaro e outros executivos do Master, a Justiça Federal determinou imediatamente o afastamento, por sessenta dias, do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro do BRB, Dario Oswaldo Garcia.

 

“A partir desta fase, tivemos diversos desdobramentos”, relatou William Murad, acrescentando que a etapa realizada nesta quinta-feira resultou de indícios obtidos já na primeira fase, em novembro do ano anterior.


 

Enquanto a primeira etapa concentrou as investigações nas fraudes atribuídas ao banco Master, a mais recente abordagem teve como foco principal o BRB. O intuito, nesta fase, foi apurar, sobretudo, possíveis práticas de corrupção por parte dos gestores do banco do Distrito Federal, bem como identificar mecanismos de lavagem de dinheiro supostamente utilizados no esquema, e não examinar detalhadamente as fraudes em si.

 

Durante a coletiva de imprensa que detalhou os dados do caso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, declarou que a Operação Compliance Zero é “apenas uma das ações que se inscreverá no rol de iniciativas de combate ao crime organizado que o governo federal deve adotar com mais ênfase nos próximos dias”.


 

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