LogoNotícias de Salvador

Lula critica atuação dos EUA e classifica conflito no Oriente Médio como insensato

Presidente retoma críticas à condução internacional das negociações com o Irã e aponta impactos econômicos do conflito

21/04/2026 às 16:49
Por: Redação

Durante visita oficial à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a manifestar preocupação diante da possibilidade de recrudescimento dos confrontos na região do Oriente Médio. Ao comentar a demora no avanço de uma segunda rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã, ele se referiu ao cenário atual como uma "guerra da insensatez".

 

Ao abordar o papel das grandes potências, Lula ressaltou que a situação poderia ter sido evitada e enfatizou que a demonstração de força não é necessária para países reconhecidamente poderosos, como os Estados Unidos. Ele destacou que alternativas pacíficas, baseadas no diálogo, poderiam ter evitado perdas e destruição.

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

Lula explicou aos jornalistas que os pontos de tensão atuais envolvendo o programa nuclear iraniano já haviam sido objeto de negociação em 2010, quando Brasil, Turquia e Irã firmaram um acordo sobre o enriquecimento de urânio. Segundo ele, o entendimento foi rejeitado à época por Estados Unidos e União Europeia.

 

O presidente afirmou que as consequências da não aceitação daquele acordo estão sendo sentidas agora, com custos elevados para a população em diferentes lugares do mundo.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse.


 

Na avaliação de Lula, a não implementação do acordo de 2010 levou à repetição dos mesmos debates, que poderiam já ter sido superados caso o entendimento tivesse sido mantido. Ele alertou que os impactos do conflito atingem diretamente o cotidiano das pessoas comuns, refletindo no aumento dos preços de itens básicos, como carne, feijão e arroz, além de afetar profissionais como caminhoneiros, que acabam arcando com combustíveis mais caros.

 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.


 

© Copyright 2025 - Notícias de Salvador - Todos os direitos reservados