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Desemprego atinge 6,1% no início de 2026, menor índice para o período

Taxa de desocupação no Brasil cai para 6,1% no início de 2026, segundo o IBGE

30/04/2026 às 23:51
Por: Redação

O levantamento referente ao primeiro trimestre de 2026 mostrou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1%. Apesar de superar o índice do último trimestre de 2025, que foi de 5,1%, este percentual representa o menor valor já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2012.

 

No comparativo com o mesmo período de 2025, quando o índice de desocupação era de 7%, ocorreu uma redução na taxa de desemprego. O IBGE divulgou esses dados em 30 de maio, no Rio de Janeiro.

 

A partir do trimestre móvel encerrado em maio de 2025, o percentual de pessoas sem emprego não ultrapassava 6%. Em fevereiro de 2026, o índice chegou a 5,8%. O IBGE ressalta que não recomenda comparações entre meses consecutivos, devido à sobreposição de informações, já que períodos analisados compartilham parte dos mesmos dados. Dessa forma, o instituto orienta que as análises sejam feitas com base em trimestres fechados, como o último trimestre de 2025.

 

Cenário do mercado de trabalho

No final dos três primeiros meses de 2026, 6,6 milhões de pessoas procuravam uma ocupação. Esse grupo, denominado população desocupada, superou em 19,6% (ou 1,1 milhão de indivíduos) o número observado no trimestre final de 2025, mas representa uma queda de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

No primeiro trimestre de 2026, o total de trabalhadores ocupados era de 102 milhões, número 1 milhão menor do que o registrado nos últimos três meses de 2025. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, houve aumento de 1,5 milhão de indivíduos com algum tipo de ocupação.

 

Influência de fatores sazonais

A dinâmica do mercado de trabalho nos primeiros meses do ano reflete características sazonais, típicas desse período, conforme observa Adriana Beringuy, responsável pelas pesquisas domiciliares do IBGE.

 

A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento; seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal.

 

O IBGE analisou dez setores econômicos e, entre eles, nenhum registrou crescimento no volume de ocupados. Três segmentos apresentaram redução: comércio, com diminuição de 1,5% (287 mil pessoas a menos); administração pública, recuo de 2,3% (menos 439 mil trabalhadores); e serviços domésticos, queda de 2,6% (148 mil a menos).

 

Informalidade e movimentação no emprego formal

Mesmo diante do aumento da taxa de desocupação no começo de 2026 frente ao último trimestre do ano anterior, houve recuo da informalidade no país. No período encerrado em março, o índice de informalidade alcançou 37,3% da força de trabalho ocupada, o que corresponde a 38,1 milhões de pessoas sem direitos trabalhistas assegurados.

 

No final de 2025, a informalidade estava em 37,6%, enquanto no início de 2025 era de 38%.

 

No setor privado, o número de empregados com carteira assinada atingiu 39,2 milhões, sem alterações relevantes em relação ao trimestre anterior, mas com crescimento de 1,3% (mais 504 mil pessoas) em doze meses.

 

Os trabalhadores do setor privado sem registro em carteira diminuíram 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, totalizando 13,3 milhões. Comparando com o mesmo período do ano passado, esse número permaneceu estável, sem variação estatística significativa.

 

O volume de trabalhadores por conta própria manteve-se inalterado no trimestre, somando 26 milhões. Em relação ao primeiro trimestre de 2025, houve acréscimo de 2,4% (607 mil pessoas a mais).

 

Critérios e abrangência da pesquisa

A Pnad, pesquisa realizada pelo IBGE, examina o desempenho do mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, levando em consideração as mais diversas formas de ocupação, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria. De acordo com os critérios do IBGE, uma pessoa só é considerada desocupada se tiver procurado emprego nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa. O levantamento é feito em 211 mil domicílios, abrangendo todos os estados do país e o Distrito Federal.

 

No contexto da divulgação da Pnad, também foi publicado o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que monitora apenas vagas formais com carteira assinada. Segundo o Caged, o saldo de empregos formais em março foi positivo, com a criação de 228 mil vagas. Em doze meses, o número de postos formais de trabalho aumentou em 1,2 milhão.

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