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USP encerra greve de técnicos após acordo sobre gratificações

Decisão garante equiparação nas gratificações e abono de ausências em pontes de feriados. Greve estudantil ainda segue.

25/04/2026 às 13:14
Por: Redação

A paralisação dos servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP), que teve início há dez dias, chegou ao fim após um entendimento firmado entre a reitoria da instituição e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). O movimento grevista havia sido deflagrado no dia 14 de abril, com a principal reivindicação de equiparação nos valores das gratificações concedidas aos docentes da universidade.

 

Em comunicado, a administração central da USP afirmou que promoverá a equiparação dos recursos destinados ao pagamento de gratificações aos servidores técnicos e administrativos, igualando-os aos concedidos à categoria docente. No entanto, a liberação desses pagamentos ainda depende do envio de uma proposta detalhada aos órgãos técnicos internos, e não há definição sobre a data em que os valores começarão a ser depositados.

 

O acordo celebrado contemplou também o compromisso de formalizar o abono referente às ausências dos servidores em períodos de "pontes" de feriados e durante o recesso de fim de ano, uma reivindicação recorrente da categoria. Além disso, o avanço das discussões incluiu pontos relacionados aos trabalhadores terceirizados, para os quais foi assumido o compromisso institucional de buscar alternativas que garantam condições de deslocamento equivalentes às ofertadas aos servidores da casa, como o acesso gratuito ao transporte interno do campus.

 

Estudantes mantêm paralisação e novas negociações são agendadas

 

Diferentemente do que ocorreu com os servidores, os estudantes da USP seguem mobilizados e mantêm a paralisação que começou em 16 de abril. O protesto discente tem como foco principal a oposição aos cortes no programa de bolsas, à carência de vagas para moradia estudantil e à insuficiência no fornecimento de água.

 

Após um encontro realizado entre representantes estudantis e a reitoria, ficou marcada para a próxima terça-feira, dia 28, uma nova rodada de negociações, destinada a discutir as demandas levantadas pelos alunos.

 

Em paralelo às tratativas, a USP comunicou a revogação de uma portaria que restringia o uso dos espaços cedidos aos centros acadêmicos, impedindo que os mesmos fossem destinados a atividades comerciais ou sublocações. A alteração dessa norma foi apontada como um dos principais fatores que impulsionaram as recentes mobilizações dos estudantes.

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