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Dólar ultrapassa cinco reais e Ibovespa recua mais de 2% em meio a instabilidade global

Câmbio e bolsa reagem a tensões no Oriente Médio, decisão do Fed e expectativa por juros no Brasil

30/04/2026 às 10:37
Por: Redação

Em um contexto marcado por instabilidade internacional e aumento da cautela entre investidores, o dólar comercial teve valorização nesta quarta-feira (29), encerrando negociado a cinco reais e um centavo. Desde a abertura dos mercados nos Estados Unidos, a cotação, que havia iniciado o dia próxima a quatro reais e noventa e oito centavos, passou a registrar alta e atingiu, por volta das 16h, o patamar máximo de cinco reais e um centavo. O avanço diário foi de quatro centésimos percentuais, representando acréscimo de dezenove centavos na cotação da moeda.

 

Simultaneamente, a bolsa brasileira sofreu expressiva retração. O Ibovespa encerrou o dia com queda de dois inteiros e cinco centésimos percentuais, totalizando cento e oitenta e quatro mil setecentos e cinquenta pontos, a menor pontuação desde o dia trinta de março. Durante o pregão, o índice chegou a oscilar entre mínimas de cento e oitenta e quatro mil quinhentos e quatro pontos e máximas de cento e oitenta e oito mil setecentos e nove pontos, totalizando uma diferença superior a quatro mil pontos em relação ao início das operações.

 

No acumulado da semana, o principal índice da bolsa nacional apresenta redução de três inteiros e quatorze centésimos percentuais, enquanto no mês a perda é de um inteiro e quarenta e cinco centésimos percentuais. Apesar do recuo recente, o acumulado do ano ainda registra alta de quatorze inteiros e sessenta e seis centésimos percentuais. Desde o recorde histórico atingido em abril, entretanto, o indicador já perdeu aproximadamente catorze mil pontos, sendo a queda desta sessão a mais acentuada desde vinte de março.

 

No cenário internacional, o dólar também se fortaleceu em relação às principais moedas globais. Esse movimento foi impulsionado por um ambiente externo incerto, influenciado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pela manutenção da taxa de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve. O órgão deliberou pela continuidade dos juros na faixa entre três inteiros e cinquenta centésimos percentuais e três inteiros e setenta e cinco centésimos percentuais ao ano, indicando preocupação com o avanço da inflação e o aumento das incertezas globais.

 

Oscilação no mercado de petróleo internacional

 

Os preços do petróleo no mercado global registraram forte elevação diante do acirramento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência para o mercado norte-americano, foi negociado ao final do dia a cento e seis dólares e oitenta e oito centavos, representando elevação de seis inteiros e noventa e cinco centésimos percentuais. Já o Brent, referência para operações da Petrobras, fechou cotado a cento e dez dólares e quarenta e quatro centavos, em alta de cinco inteiros e setenta e oito centésimos percentuais.

 

O aumento do valor do petróleo está associado às incertezas quanto ao fornecimento global da commodity. O risco de interrupções nas rotas de transporte, especialmente no Estreito de Ormuz, uma das principais passagens para o comércio internacional da matéria-prima, reforça as preocupações dos mercados quanto à oferta mundial.

 

Expectativas locais e decisões econômicas

 

No Brasil, além do cenário internacional, os agentes do mercado financeiro acompanharam a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que só foi divulgada após o fechamento das negociações. O Banco Central optou por reduzir os juros básicos em vinte e cinco centésimos percentuais, levando a taxa para quatorze inteiros e cinquenta centésimos percentuais ao ano.

 

A volatilidade dos mercados foi acentuada pela combinação do aumento do petróleo para valores superiores a cem dólares o barril e pelo agravamento das incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Esses fatores elevaram a percepção de risco e ampliaram as pressões inflacionárias globais, repercutindo tanto no câmbio quanto nos índices acionários brasileiros durante a sessão.

 

Além das movimentações nos mercados cambial e de ações, o governo federal autorizou a liberação de trezentos e trinta milhões de reais para manter o controle do preço do gás de cozinha. Também foi anunciada a exigência de nota fiscal nacional única para o regime do Simples Nacional, medida que entra em vigor a partir do mês de setembro.

 

Todas as informações refletem o contexto do fechamento dos mercados nesta quarta-feira, com dados complementares fornecidos por agências internacionais.

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