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Dólar encerra o dia cotado abaixo de cinco reais e Bolsa registra queda

Moeda americana recua 0,1% no dia, mas sobe na semana; Bolsa registra terceira baixa seguida e petróleo oscila com tensão no Oriente Médio

25/04/2026 às 13:15
Por: Redação

Em um cenário internacional marcado por menor aversão ao risco, o dólar comercial concluiu esta sexta-feira cotado a quatro reais e noventa e nove centavos, apresentando uma leve desvalorização de 0,1%. Apesar deste recuo, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,32% ao longo da semana. No acumulado do ano, a desvalorização chega a 8,92%, resultado de uma recente valorização do real que levou o dólar ao menor patamar em mais de dois anos.

 

As negociações internacionais foram influenciadas pela expectativa de retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã, o que trouxe um ambiente mais favorável para moedas de países emergentes como o real. Esse contexto reduziu a demanda global por ativos considerados mais seguros, como a própria moeda norte-americana.

 

No decorrer dos últimos dias, o câmbio passou por processos de ajuste técnico, com investidores realizando lucros após a queda expressiva do dólar. O Banco Central chegou a anunciar uma intervenção através da oferta simultânea de dólares à vista e de contratos futuros, mecanismo conhecido como casadão. Entretanto, nenhuma proposta foi aceita pela autoridade monetária, que avaliou não ser necessária sua atuação naquele momento.

 

Ibovespa tem nova baixa e acumula perdas semanais

O principal índice do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa, fechou em baixa de 0,33%, atingindo cento e noventa mil setecentos e quarenta e cinco pontos. Durante o pregão, o índice chegou a cair abaixo dos cento e noventa mil pontos, refletindo um movimento de realização de lucros após alcançar recordes recentes. Esta foi a terceira queda consecutiva do Ibovespa, que registrou alta em apenas uma das últimas sete sessões.

 

No acumulado da semana, a Bolsa recuou 2,55%. Apesar das recentes quedas, o índice ainda apresenta alta de 1,75% no mês e crescimento de 18,38% no acumulado do ano.

 

Entre os fatores que exerceram pressão sobre o desempenho do Ibovespa estão a performance das ações ligadas ao setor de petróleo e a volatilidade do cenário externo. Enquanto os índices de tecnologia dos Estados Unidos registraram valorização nesta sexta-feira, os indicadores dos setores mais tradicionais daquele país fecharam em baixa.

 

Mercado de petróleo apresenta instabilidade diante de tensão no Oriente Médio

Os preços internacionais do petróleo vivenciaram grande volatilidade nesta sexta-feira, influenciados tanto por episódios de tensão geopolítica quanto por sinais de possível distensão no conflito entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent, referência internacional adotada pela Petrobras, teve desvalorização de 0,22%, sendo cotado a noventa e nove dólares e treze centavos para contratos com vencimento em junho. Já o barril de WTI, referência para o mercado dos Estados Unidos, fechou o dia cotado a noventa e quatro dólares e quarenta centavos, com queda diária de 1,5%.

 

Apesar das oscilações observadas no pregão, o Brent acumulou valorização de 16% ao longo da semana, enquanto o WTI teve alta próxima de 13%. Esses movimentos refletem preocupações com a oferta global de petróleo, principalmente devido ao conflito no Oriente Médio. A situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte de petróleo, permanece crítica, com tráfego reduzido e casos de apreensão de embarcações.

 

As negociações seguem marcadas pela cautela dos investidores, mesmo diante da extensão do cessar-fogo envolvendo o Irã.

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